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Neopop: cinco sugestões para ouvir no Neo Stage

5 Agosto, 2019 - 19:10

Caminhamos a passos largos para o Neopop e estes são os cinco nomes que não queremos perder no Neo Stage.

Depois de revelarmos os nossos destaques para o Anti Stage, chegou o momento de salientar cinco atos para a festa no Neo Stage. De quarta-feira, dia 7, até sábado, dia 10, esse palco recebe mais de 30 nomes, incluindo Amelie Lens, Ben Klock, Chris Liebing, Jeff Mills, John Digweed, KiNK (live), Nastia b2b Daria Kolosova, Rebekah (live) e Tale Of Us.

Analodjica, Magazino, Rui Trintaeum, Rui Vargas e Serginho b2b Ze Salvador são alguns dos portugueses que passam pelo Neo Stage, mas há muito mais música para ouvir durante as quatro noites de Neopop, como é caso da programação da Red Bull Music para sexta-feira e sábado no Teatro Sá de Miranda.

Podes consultar os horários completos aqui.

Sem mais demoras, vê abaixo as nossas sugestões para o Neo Stage.

Underworld (live) [Quarta-feira às 22h]
É inevitável: os Underworld são um destaque absoluto nesta edição de Neopop. De regresso a Portugal depois de passar pelo Primavera Sound em 2015, a dupla formada por Karl Hyde e Rick Smith prepara-se para uma atuação que, certamente, irá ficar na memória de todos os presentes. Com 10 álbuns de originais no currículo, como Dubnobasswithmyheadman e o recentemente reeditado Beaucoup Fish, o duo compôs música funk e synth-pop antes de, no início dos anos 90, se aventurar por sonoridades mais techno, com as quais influenciou inúmeros artistas ao longo da sua história. Em Viana do Castelo, o reportório dos galeses deve passar por músicas como Moaner e Boarder Country – faixa produzida com Ø [Phase] e que integra o novo álbum e projeto Drift Songs – antes de terminar com a mítica Born Slippy .NUXX. Simplesmente irresistível.

Acid Pauli [Quinta-feira às 21h]
Acid Pauli é Martin Gretschmann, alemão que está no ativo desde os anos 90, altura em que começou o projeto Console, com o qual lançou trabalhos como Pan Or Ama, álbum feito a partir de um computador da Atari, um pequeno sintetizador, um sampler e um leitor de cassetes. Pouco tempo depois, em 1997, o músico juntou-se à banda The Notwist; no novo milénio, o mundo viria a conhecer Acid Pauli, um alter-ego mais virado para o house e não tanto para o electro (e não só) que oferecera até então. Mais recentemente, Gretschmann fundou, juntamente com Nico Stojan, a editora Ouïe, onde assinou, entre outros, o longa-duração BLD em 2017. E assim como nesse álbum, Acid Pauli promete guiar-nos por sonoridades dub, deep house, house e muito mais na noite de quinta-feira.

Dax J [Sexta-feira às 6h]
Pelo terceiro ano consecutivo, Dax J encarrega-se de trazer o techno mais agressivo e pesado até ao Neopop, saltando este ano do Anti Stage para o Neo Stage, motivo que nos leva a recomendar esta atuação. O dj e produtor inglês Dax Heddon lançou, através da sua editora Monnom Black, o EP Chaos Come To Conquer em abril, e King Of The Sewers EP com UVB em julho. É um dos djs mais requisitados do momento a nível mundial, tendo tocado em festivais como Awakenings, Exit, Gamma Festival, Sónar, entre muitos outros, ao longo deste ano. Não se deixem dormir; mas se adormecerem, com certeza que Dax J vos acordará na manhã de sexta para sábado.

Hardfloor (live) [Sábado à 0h]
Recomenda-se vivamente a ouvir este live do duo alemão Hardfloor pois os especialistas em acid vão mostrar aos ravers do Neopop toda a experiência que têm acumulado desde 1991. Oliver Bondzio e Ramon Zenker exploram todo o espectro sonoro que resulta de várias TB-303 ao vivo, podendo moldar os vários padrões e percursos das suas viagens cósmicas e techno das quais é difícil de escapar. O regresso de Hardfloor em Portugal faz-se a todo o gás à meia-noite de sábado no Neo Stage, um ato que não vais querer perder.

Laurent Garnier [Sábado às 9h]
Em entrevista à Billboard em 2018, o veterano explicou como conheceu o mundo dos clubs aos 13 anos: o irmão mais velho frequentara clubes gay em Paris e, como recompensa do trabalho no seu restaurante, levava o futuro dj e produtor até esses espaços. Mais tarde, Garnier mudou-se para Manchester, onde conheceu a cena house do Reino Unido, e hoje, com 53 anos, é um autêntico mestre, ele que foi condecorado com a francesa Legião de Honra em 2017. Nome por trás de temas como Acid Eiffel, Crispy Bacon ou Man With The Red Face e de álbuns como Shot In The Dark, Unreasonable Behaviour ou Tales Of A Kleptomaniac, onde inclusivamente explorou o mundo do drum’n’bass, o francês lançou recentemente um single com Chambray, Feelin’ Good. Mas palavras para quê? São três horas de Laurent Garnier no grand finale de Neopop e ponto final.


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