AUTOR

Daniel Duque

CATEGORIA
Crónica

Estamos em órbita

21 Junho, 2018 - 15:00

A primeira edição do festival Orbits arranca esta quinta-feira e estende-se até domingo. São mais de 25 os artistas preparados para pilotar a nave que descola no Parque de Campismo de São Gião, em Oliveira do Hospital.

Será impossível não nos deixarmos levar pela propulsão da nave espacial logo no primeiro dia. A partir das 16h, Dasil inaugura a cabine do festival com um set de 2h, o mesmo tempo que terá cada um dos artistas na quinta-feira. É seguido pelos The Lions, duo composto por Afonso Macedo e David Rodrigues, que, por sua vez, abrem caminho para outras duplas não menos excecionais: Nørbak e Sepypes, VIL e Temudo, Gusta-vo e Tiago Fragateiro, e os vianenses Ruuar a fechar.

Depois dessa abertura aportuguesada, continuará a ser difícil resistir à programação. Felizmente, além de outra arte como instalações ou performances, só há um palco para deleite musical, sendo que se torna mais fácil focar a nossa atenção. Amulador e Yassine, duas figuras inevitavelmente associadas ao festival pela sua ligação ao Gare, marcam os primeiros passos de dança no segundo dia, que conta também com, por ordem de atuação, Fjäder, Jacopo, Sebastian Mullaert (live), Aurora Halal, Peter Van Hoesen e Chris SSG.

No dia seguinte, Kinetic é o último português a subir ao palco em Oliveira do Hospital, e gira os primeiros discos a partir das 14h. A partir daí, os nossos ouvidos dedicam-se àquilo que os djs internacionais têm para nos mostrar, como será o caso de Burnt Friedman (live), Jane Fitz, Evigt Mörker, Wata Igarashi ou o live de Yagya no sábado, ou domingo com, entre outros, Hydrangea, Marco Shuttle b2b Efdemin, e Dj Deep a encerrar as festividades com de três profundas horas.

Mas de que nos vale tanta música sem o ambiente ideal? Em entrevista à APORFEST, Nuno Branco, responsável pela comunicação da organização, afirma que “mais do que um festival, Orbits pretende ser um ponto de encontro” para aqueles que “seguem atentamente” a música eletrónica. O próprio local, um “parque nacional, afastado das grandes cidades, com o rio Alva a correr junto a nós”, dá azo à imaginação.

O Orbits não só quer exponenciar os sentidos, mas também apelar ao lado social. Oliveira do Hospital foi uma vítima dos incêndios que afetaram Portugal em 2017, e é por isso que o festival vai promover duas atividades: por um lado, pretende ajudar na reflorestação da zona que envolve o Parque de Campismo de São Gião, e por outro, quer contribuir para a reconstrução da cidade.

Num “espírito de comunhão e consciência ambiental”, como afirmou Nuno Branco em entrevista, o Orbits é mais uma daquelas apostas que nos deixa de coração cheio. O país não para, e a nossa pulsação aumenta drasticamente com este tipo de festividade única. E como se não bastasse, também começa o verão.

A fotografia é da organização.

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