AUTOR

Diana A.

CATEGORIA
Crónica

Portugal Eletrónico: a explosão chegou ao Porto

20 Julho, 2018

A cena eletrónica está a crescer a passos largos em todo o país. Nos últimos anos a oferta deste tipo de eventos tem aumentado. A ideia é não parar.

Há cerca de 8 anos, e talvez menos, poucas opções existiam para os amantes de música eletrónica. Um número reduzido de casas oferecia este tipo de música, apenas nas cidades principais, e o mesmo a nível de festivais. O mesmo a nível de artistas reconhecidos, editoras e produtoras de eventos. Hoje não é bem assim. Todos os fins de semana, praticamente de quinta a domingo, há uma oferta vasta de eventos. De norte a sul. Portugal já não é mais aquele país que só recebe bons eventos quando o rei faz anos. Todas as semanas há pelo menos um grande nome a vir atuar por cá, especialmente em Lisboa ou no Porto. Mas não só.

O mesmo acontece com os festivais. Começámos por ter uma oferta reduzida (mas de qualidade), existindo somente os esforços do Neopop, pioneiro da cena, que continua a ser um ex-libris para os amantes da eletrónica. Uns anos depois surge o Festival Forte. Uma localização idílica no meio das muralhas, um cartaz que roça o underground mas ao qual muito público adere.

Falando num espaço temporal mais curto, por exemplo de dois anos, deu-se uma espécie de boom deste tipo de eventos. A adesão do público foi essencial. Afinal, o número de apreciadores aumentou e bem. Muitos já gostavam, outros conheceram. Isto também se deve à qualidade de talentos nacionais que têm surgido, e outros que se têm consolidado. E também ao investimento feito pelas produtoras ou editoras que têm surgido na cena e lutado para o seu desenvolvimento. Em Lisboa por exemplo, 2016 foi um ano de transição. Aconteceu o primeiro Brunch Electronik, sucessor do Piknic Electronik, evento semelhante mas de menor dimensão. Nesse mesmo ano surgia também a primeira edição do evento Lisboa Dance Festival. Outro exemplo é o de 2017, ano que vimos nascer eventos como o Waking Life ou o The BPM Festival.

Já no Porto, a história é outra. A nível de casas que passam música eletrónica, a oferta tem sido talvez superior, mas a variedade de eventos fora destas tem sido menor. Mas as coisas estão a mudar. Só no decorrer deste ano, uma nova variedade de opções tem surgido. Começa também a existir a tal animação garantida de quinta a domingo, e as próximas duas semanas são a prova disso. Quase em simultâneo, dois novos festivais acontecem.

O primeiro, Elétrico, acontece já de 20 a 22 de julho. Celebra o contato com a natureza pois a localização escolhida foi o Parque da Pasteleira e promete ser um veículo de emoções (um elétrico!). Chama artistas nacionais e internacionais e acontece durante o dia, sendo que a última atuação acontece normalmente às 23h – mas há afters!

O segundo, RPMM, passa-se uma semana depois, de 27 a 29 de julho, e é de âmbito mais urbano. Acontece junto ao rio, na Alfândega do Porto, e noutros locais ao longo da cidade, lembrando eventos como o Amsterdam Dance Event ou o The BPM Festival em Portugal. A animação será uma constante dia e noite, com grandes nomes, a sua maioria internacionais, a abanarem a cidade.

Dançamos sem moderação?

Fotografia por Janko Luin

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