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Diana A.

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Reportagem

O último Brunch Electronik fez-se com as cores do arco-íris

16 Agosto, 2018 - 13:41

Depois da loucura do primeiro Brunch Electronik, e do cancelamento do segundo por risco de incêndio, eis o relato de quem participou no terceiro.

A Cabine (mais precisamente eu e a Andreia Gomes) esteve presente na terceira (ou devo dizer segunda?) edição deste Brunch Electronik 2018. Após o primeiro ter esgotado as bilheteiras, e o segundo com a bem-amada Amelie Lens ter sido adiado, as expectativas estavam altas para este domingo.

Sendo o Brunch Electronik “Alegria e Compromisso”, o apoio às causas sociais está na ordem do dia. Assim, este domingo 12 de agosto, o Brunch aliou-se à rede ex aequo, associação que apoia a comunidade LGBTI, para celebrar o dia contra a homofobia. O ambiente era de amor e liberdade.

Na cabine foi Mafalda quem fez as honras da casa. Sem entrar muito nas ondas do techno e afins, Mafalda explorou sonoridades mais jazzy e suaves para o início da tarde de domingo. O recinto estava com pouca lotação, talvez devido ao festival NEOPOP que terminava quase em paralelo, ou até pelo calor que se fazia sentir.

De seguida foi a dj alemã Perel que tomou conta da cabine. Aumentou automaticamente o volume que estava bastante suave, e mergulhou no techno. Os participantes, a maioria sentados, levantaram-se de imediato, não conseguindo resistir à sua entrada. Entre as 17h e as 18h foi assim no recinto do Brunch. Muita música com sonoridades meio “outer space”, alguns vocais e outros clássicos e um set bastante animado. Tudo em formato live.

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Às 18h, quando entrou o DJ Tennis, o recinto já estava quase a atingir a capacidade máxima daquele dia, que foi muito inferior à abertura. No entanto, o italiano não brincou em serviço. As duas horas da sua atuação tiveram tanto de brincadeira como de loucura à mistura. Um set de eletrónica pura, com muita animação e viagem à mistura – Tennis fez bem o trabalho de casa: pôr toda a gente a mexer.

Por fim, o tão aguardado John Digweed fez a sua entrada às 20h, e atuou até às 22h em ponto, hora em que termina a música impreterivelmente. O dj inglês, veterano da cena eletrónica, soube conduzir da melhor maneira as suas duas horas de set. Música de qualidade, que não deixou ninguém indiferente e sonoridades quase hipnóticas, foi assim que se passaram essas duas horas. Após o sol se pôr, houve em alturas em que nos sentíamos na cave do Lux, local onde os sets de Digweed assentam tão bem.

Devido ao menor número de participantes em relação à última vez, como é evidente as filas eram praticamente inexistentes, ficando a incerteza se foram feitos esforços para essas melhorias – ainda que acreditemos que sim. E foi inevitável notar a grande presença policial que por lá se viu. Tanto nos arredores do evento como nas várias revistas realizadas durante o percurso até chegar ao recinto – e até mesmo lá dentro. No entanto o ambiente manteve-se tranquilo, e dia 19 há mais.


Fotografia por Andreia Gomes

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