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Daniel Duque

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Notícias

É oficial: bares e discotecas podem reabrir, mas com regras de cafés ou pastelarias

30 Julho, 2020 - 18:12

A notícia foi avançada na manhã desta quinta-feira pelo jornal Público e foi entretanto confirmada pelo Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro António Costa diz que o distanciamento social é impossível em bares e discotecas e, por isso, a possibilidade de voltar a dançar num desses espaços parece ainda não estar à vista. Mas há uma novidade, conforme decidido em Conselho de Ministros esta quinta-feira.

A partir da meia-noite de dia 1 de agosto e, pelo menos, até dia 14, vai haver a possibilidade de reabrir bares e discotecas com a obrigação de funcionarem com regras de cafés ou pastelarias, isto se forem “cumpridas as regras da DGS e os espaços destinados a dança permaneçam inutilizáveis para o efeito”.

Estes locais não precisam de alterar a classificação da sua atividade económica para funcionar nestes moldes. Mas ao contrário dos restaurantes, cujo horário de entrada foi estendido das 23h para a meia-noite, poderão apenas servir refeições ligeiras, caso decidam passar a funcionar como café ou pastelaria. Para os que decidirem permanecer fechados, o lay off simplificado continuará a ser uma possibilidade.

Na Área Metropolitana de Lisboa, bares e discotecas têm de fechar às 20h. Nas outras regiões, podem ter horários de restaurantes, com encerramento até à 1h.

O presidente Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, António Fonseca, já reagiu, afirmando ao Público que “andamos a brincar”. “Não faz qualquer sentido” um bar fechar às 20h e um restaurante à meia-noite, diz, referindo que esta medida vem tarde e que “está longe de ser ideal”.

Citado também pelo Público, o presidente da Associação de Discotecas de Lisboa, José Gouveia, relembrando que “agosto será o sexto mês” de paragem para o lazer noturno, questiona “se o Estado quer de uma vez por todas aniquilar o setor”.

Esta semana, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal alertou para o facto de “as empresas de animação noturna se encontrarem ‘na iminência de insolvências em massa’”.

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