AUTOR

Daniel Duque

CATEGORIA
Podcast

N’A CABINE #005: Analodjica

30 Abril, 2018

Analodjica é uma das principais caras do plantel da Fuse Records, um dos nomes mais sonantes da atualidade em Portugal. No lema da editora lisboeta lê-se palavras como continuidade, qualidade e fusão. Ana Silva, também da capital, representa bem esses adjetivos, não fosse ela dj há 15 anos.

Como muitos outros, Analodjica começou a tocar por “gosto” e “brincadeira”. Em meados de 1997, experienciou as primeiras festas, mais precisamente de trance. “Adorava o ambiente e a ligação entre as pessoas”, diz-nos, acrescentando que, pouco a pouco, apaixonou-se por novos estilos de música eletrónica “dentro das variantes do house”.

“No meu grupo de amigos existiam alguns djs com bastante experiência”, e Analodjica afirma que nunca foi sua intenção vir a ter a responsabilidade de pôr as pessoas a dançar. A paixão pela arte, no entanto, fez com que recebesse os primeiros convites “de promotoras e clubes”, levando-a até o lugar onde está hoje.

A primeira casa onde mostrou os dotes foi no antigo Coconuts em Cascais. Desde então, já foi responsável pela cabine de diferentes casas nacionais e internacionais, inclusivamente de festivais. E é de acordo com o local e a hora em que atua que Analodjica prepara o seu set.

“Deve-se respeitar o motivo pelo qual nos contratam e ter noção” da hora do espetáculo. “Felizmente”, diz Ana, “só toco aquilo que gosto”, respeitando os djs que a antecedem ou sucedem. Na sua opinião, consegue agarrar os ouvintes quando estes percebem a paixão que investe nos seus sets, momento em que procura sempre conduzi-los numa viagem – como este episódio o comprova.

Ainda que tenha começado pelo vinil, hoje aposta nas CDJs embora já se tenha aventurado com o Traktor durante alguns anos. “Confesso que comecei a perder o gosto, não me satisfazia”, acrescentando que gosta de misturar de forma “natural, sem record box” e “sem muitos efeitos ou disfarces”. Apenas paixão.

Analodjica acredita que Portugal está “em grande” na música eletrónica, “cheio de talento a nível de djs, produtores” e até promotoras. Mas nem tudo gira à volta deste género. Aliás, o jazz e os blues têm um lugar importantíssimo na vida da lisboeta, tanto que são a sua grande companhia durante a semana.


Como dj da Fuse Records, Analodjica afirma que a sua preferência é, sem sombra para dúvida, tocar em festas da editora. Quando questionada acerca do lugar onde se imagina no futuro, apenas afirma que é incerto. Até lá, continuará a manter a vida e o filho como as maiores inspirações.

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