O icónico espaço portuense vai reabrir com uma nova discoteca chamada Switch.
Corria o ano de 1981 quando o Swing abriu portas no número 766 da Rua de Júlio Dinis, no Porto. 26 anos depois, em 2007, um incêndio levaria ao encerramento. Agora, há uma equipa que vai abrir um novo clube nesse mesmo espaço, com data de abertura prevista para abril.
O projeto chama-se Switch e “nasce de uma intervenção profunda que transforma o espaço original, mantendo, no entanto, uma ligação consciente ao seu passado”, pode ler-se em comunicado. “A proposta não procura a rutura, mas antes a continuidade de uma presença que permanece na cidade e no imaginário coletivo.”
“O clube foi alvo de uma transformação ao longo dos últimos meses, com foco na reconfiguração total do espaço ao nível arquitetónico, acústico e funcional”, explica Ruben Domingues à A Cabine. “A lotação será ajustada a um formato que privilegia conforto e experiência, garantindo proximidade entre público e artista.”
O clube é liderado por uma equipa com ligações à RDZ, com um histórico que passa pelos extintos Indústria e Central e pelo festival Elétrico. Já a arquitetura, assinada por Sérgio Rebelo, “desenvolve-se a partir de uma abordagem funcional e sensorial, onde o espaço se organiza através de diferentes intensidades.”
O Switch quer oferecer um “ambiente imersivo” e um “espaço cultural ativo, mais do que apenas um clube noturno”, com “identidade própria, que responda às necessidades atuais da cultura de clube, com uma visão contemporânea e de longo prazo.”
O “espaço foi pensado de raiz, integrando arquitetura, som e experiência como um todo.” Nesse sentido, a “luz e a cenografia foram também desenvolvidas como extensão da experiência sonora” e, “ao nível do som, houve um investimento significativo no tratamento acústico e na escolha de um sistema de alta precisão, garantindo consistência e qualidade em toda a pista.”
“O objetivo é funcionar como uma plataforma para artistas nacionais e internacionais, promovendo não só programação regular, mas também residências, colaborações e novas dinâmicas criativas”, conta Ruben Domingues. “Há também uma intenção clara de contribuir para a continuidade e evolução da cultura de clube na cidade do Porto”, isto numa altura “em que os clubes enfrentam vários desafios.”
Outro objetivo é “participar na construção de uma cena mais consistente, aberta e sustentável a longo prazo.” Para isso, “a pista assume um papel central, tendo sido pensada para criar proximidade entre público e artista, com a cabine posicionada no centro da sala, eliminando a lógica tradicional de palco”. Além disso, não há zonas VIP nem “barreiras artificiais”.
Já sobre a programação, esta “será orientada para uma abordagem contemporânea da música de dança, com uma forte ligação à cultura de clube.” A curadoria “privilegia consistência e identidade” e tem como intenção “desenvolver residências e colaborações”, reitera Ruben Domingues, para “criar uma narrativa ao longo do tempo e não apenas eventos isolados.”
Nos próximos tempos, o Switch deve revelar novos detalhes, bem como as primeiras noites para a Rua de Júlio Dinis 766.
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