É o primeiro álbum do projeto que vive nos subúrbios do Porto.
O nome “Criptopátria” dá logo uma ideia do que se pode esperar. O álbum de estreia dos Novos Românticos foi editado na sexta-feira passada de forma independente e é “um retrato fragmentado do presente” assente em pós-punk.
Este é “um disco que cruza comentário político, tensão identitária e uma dimensão íntima que atravessa toda a narrativa”, pode ler-se em comunicado. “Num registo marcado pela repetição, pela tensão e pela contenção, os Novos Românticos afirmam uma linguagem própria, onde a palavra assume um papel central.”
Hoje formados apenas por David Félix e Emanuel Ribeiro, os Novos Românticos, que começaram ao lado de Marcos Cândido, começaram por se apresentar em 2023, quando editaram o EP homónimo. É um projeto nascido no seio destes músicos, ou seja, nos subúrbios do Porto, algures entre Águas Santas, Ermesinde e Pedrouços.
“Somos amigos há muitos anos, as coisas vão funcionando, vamos trocando ideias, vamos trocando influências, vamos para estúdio e as coisas vão acontecendo”, conta David Félix em entrevista à Arte Sonora. “Não trazemos nada de novo”, disse ainda: “Somos só mais uns quantos a escrever aquilo que nos apetece, quando nos apetece, como nos apetece, e ficamos super felizes quando há malta que gosta do nosso trabalho, ouve e nos diz coisas.”
Gravado por João Losa e com Almirante Ramos a participar num dos temas, “Criptopátria” está disponível em todos os cantos do ciberespaço.
Fotografia por Rui Correia

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