Helena Silva faz chegar o álbum de estreia cerca de dois anos após apresentar o primeiro registo a solo.
Editado no início deste mês, “Celeste” marca a estreia de Helena Silva neste formato. A violinista traz um álbum que pode ser categorizado como ambient e que foi composto a “partir de um único violino, que se multiplica através dos loops”, ou de field recordings como os do gamelão presente no tema Figurado.
“Em ‘Celeste’ é já notória uma evolução na sua abordagem às composições, nas quais o som etéreo do violino convive cada vez mais com texturas abrasivas, criadas com recurso a efeitos, num encontro entre o acústico e a eletrónica”, pode ler-se em comunicado. É, no fundo, uma “desconstrução da vertente clássica rumo à contemporaneidade.”
Helena Silva é uma violinista e compositora de Barcelos que fez parte da formação da banda indignu, dessa mesma cidade, e cujo percurso passa pela formação em música na academia, na Universidade de Aveiro e no Royal Conservatoire of Scotland, ou por palcos como a Casa da Música e a Glasgow City Halls. O primeiro EP a solo, “Manta”, foi editado em 2023, também de forma independente.
Nos próximos tempos, Helena Silva apresenta “Celeste” pelo menos em três cidades: no MATE Festival, em Coimbra, a 24 de outubro; no triciclo, em Barcelos, a 24 de novembro; e no OCUPA #10, em Braga, a 6 de dezembro.
“Celeste” está à tua espera nas mais variadas plataformas digitais. Nos créditos encontram-se nomes como José Ferreira, que esteve a cargo da mistura e gravação, ou Miguel Murrieta Vásquez, responsável pela masterização.
Fotografia por Miguel Oliveira

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