“The Theremin Woman” está dividido em dois volumes.
Editado de forma independente, “The Theremin Woman” é o álbum de estreia de Sara Wual. Nas palavras da própria, é “uma seleção de trabalhos ambient e de cariz mais experimental” que chegou em duas partes – a primeira foi lançada no início de junho, a segunda no fim de julho.
O primeiro volume é fruto de uma residência artística nos estúdios da Trafaria Criativa, onde escreveu temas que integrariam “Nossa terra é uma mulher”, uma peça multidisciplinar “algures na interseção entre cinema experimental, arte digital, tecnologia analógica e som”, apresentada em novembro passado no festival de PERIPHERA.
Descrito por Sara Wual como tendo “uma estética mais nu jazz”, o segundo volume foi totalmente composto na Bélgica este ano. Este é “rico em instrumentos de sopro, pads quentes, notas de Rhodes e algumas influências notórias de broken beat (como na Movement 6), e música tradicional do Médio Oriente (Movement 8).”
Dividida entre Lisboa e Bruxelas, Sara de Barros Batista é um nome conhecido no país e particularmente na capital – basta estar atento para conhecer. Afinal, estamos diante uma pessoa que tem estado envolvida em projetos relevantes na última década – das ELA à recente formação do braço português da female:pressure, passando pelas House Mouse, que organiza ao lado de Jorge Caiado – mas cujo percurso não se fica por aí.
Nos últimos anos, Sara Wual tem sido vista a assinar live acts tendo como base o Moog Theremin, um dos instrumentos que usa neste álbum a par de synths como Yamaha PSR E473 ou Behringer TD-3. Mais recentemente, ao lado de Cíntia Aguiar Pinto e Paul Cut, fundou a TEMAS Records, pela qual lançou o tema Constructive Interference no disco de estreia da editora.
À excepção de Spotify, “por motivos claros e inequívocos”, todas as plataformas habituais de streaming têm “The Theremin Woman” disponível. É ainda possível encontrar o álbum na Subvert.
Fotografia por Francisco Branquinho

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