O novo álbum, “Overflowed Shelters”, foi lançado no final do mês passado.
De regresso à editora neerlandesa Moving Furniture Records, os Haarvöl trazem, por meio de eletrónica e field recordings, com a ajuda da percussão de Pedro Oliveira num tema e da guitarra de Martijn Comes noutro, um disco de ambient que surge como “uma das muitas reações possíveis à tristeza e à raiva que a realidade despertou em nós em 2024.”
Composto entre esse ano e este, “Overflowed Shelters” aborda temas como Gaza e é marcado por títulos como The present catastrophe of the present. “Compusemos e interpretámos os nossos sons”, pode ler-se nas notas oficiais. “Agora, são lançados e vão viajar, metaforicamente, para chegar aos outros sob a forma de um gesto de desejo – aquele gesto singular que nos perturba e nos comove pois transporta uma visão de beleza que só a arte pode revelar.”
Haarvöl é um projeto dedicado a eletrónica experimental que é formado por Fernando José Pereira e João Faria, responsáveis pela música, e Rui Manuel Vieira, que fica a cargo dos visuais. Está no ativo há mais de uma década e editou o álbum de estreia, “Hebetude” (2014), pela PAD, extinto selo responsável por discos de nomes como Krake ou Peixe:Avião. Sucederam-se muitos outros trabalhos, como é caso de “Horizons of Suspended Zones”, editado no ano passado pela Crónica, label portuense que esteve por trás de muitos dos trabalhos do grupo.
Masterizado por Jos Smolders no EARLabs Studio, “Overflowed Shelters” está disponível no Bandcamp e em plataformas de streaming como TIDAL.
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