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Daniel Duque

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gyrofield, KAVARI e Mandy, Indiana entre os primeiros nomes para o Mucho Flow

25 Maio, 2026 - 11:42

Outras confirmações incluem My New Band Believe, Dagmar Zuniga e Liim.

Sob o mote “A Comuna”, o Mucho Flow está de regresso a Guimarães entre 29 e 31 de outubro. Os oito primeiros atos para a edição de 2026 do festival foram revelados esta segunda-feira. Nos próximos tempos, a organização há de trazer mais novidades para as atividades que passam por espaços como Centro Cultural Vila Flor e Teatro São Mamede.

Olhando para a música, com prioridade para a mais eletrónica e de dança, três destaques. Primeiro, gyrofield (na fotografia), chinesa com Hong Kong, Bristol e agora Utrecht na aventura e um dos novos nomes do drum’n’bass mais sérios nos últimos anos, tanto que em 2024 estava a lançar o álbum “A Faint Glow Of Bravery” pela seminal Metalheadz. Como DJ é igualmente elogiada, algo comprovado pelas presenças em festivais como Nuits Sonores, Outlook, Dekmantel ou MUTEK este ano, sem contar com as presenças regulares e curadorias em clubes como o neerlandês Garage Noord ou o alemão Open Ground.

De regresso ao país vai estar KAVARI, que se estreou por cá em 2024 numa Maythey, no Planeta Manas. Escocesa apelidada por Aphex Twin como “[um dos nomes] mais brilhantes e interessantes” a surgir na eletrónica underground nos últimos anos, é nome sério quando a conversa é música mais dura e áspera (não se cingindo a isso), de tal modo que, após uns tantos lançamentos independentes, estreou-se este ano pela XL Recordings com “Plague Music”.

O terceiro destaque vai inevitavelmente para Mandy, Indiana, banda dividida entre Reino Unido e França que, conforme explica a organização, tem uma “sonoridade tão eletrónica como punk”, que tanto nos põe a fazer headbanging como a dançar na pista. Até Guimarães, a banda leva “URGH”, disco editado este ano pela Sacred Bones Records.

Não menos importantes, provando assim a abrangência sonora do Mucho Flow, vai haver ainda My New Band Believe, do ex-black midi Cameron Picton, os nova-iorquinos bloodsports, o “folclore de terra nenhuma” de Dagmar Zuniga, o hip-hop de Liim e o “cancioneiro escrito e descrito” de Jana Horn.

Sobre o tal mote “A Comuna”, a organização escreve: “Sem paredes que nos prendam, sem fronteiras que nos travem, a Comuna expande, contrai e desaparece como um organismo por si só, que não sendo ubíquo, ocupa e desocupa em expressões de vida e arte. Para mentes inquietas, cada vez mais distantes fora daqui, este espaço de coabitação é cada vez mais premente; encontramos aqui o espaço para reclamar, recriar e regenerar as mitologias que nos têm externalizado para máquinas. Este organismo é vivo, ingere, expele, sua. O seu habitat é a pista de dança, o seu reino é a festa, a sua anatomia é a comunhão.”

À data, os passes gerais para o festival organizado pela Revolve custam 60€. Essas e outras informações estão no site do Mucho Flow. Aproveita e recorda a edição de 2025 aqui.

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