A dupla açoriana volta a agarrar nas máquinas para trazer mais um disco que olha para o arquipélago.
Editado em versão digital e em disco de vinil, “Redenção” é o novo e quarto álbum do duo PMDS. Aqui, Filipe Caetano e Pedro Sousa voltam a “revisitar a experiência” de terem crescido em São Miguel, “entre a imensidão do Atlântico e a restrição de um território com regras próprias”, “transformando-a em matéria sonora”.
“Entre a leveza do seu esplendor e a consciência dos limites que moldam quem ali cresce, as faixas avançam, através de uma electrónica contemplativa e atmosférica, como pequenas crónicas de formação, liberdade e fronteira”, pode ler-se em comunicado.
“A música aponta para uma ideia de redenção, não no sentido religioso, mas espiritual, representando a elevação e transformação que acompanha o percurso de cada indivíduo e, em certa medida, o das próprias sociedades ao longo da sua história”, diz o mesmo texto. “A condição insular surge aqui não apenas como cenário, mas como força moldadora de uma identidade em permanente diálogo entre a abertura e o isolamento.”
Este álbum assinala o regresso à Variz, editora pela qual a dupla havia lançado o segundo disco, “Caloura”, em 2021. Antes e depois disso, Filipe Caetano e Pedro Sousa assinaram “Processor Modulation Density Sequencer” (2012) e “Música Para Miradouros” (2024) pela Thisco e Marca Pistola, respetivamente. Esse último serviu de mote para uma entrevista com A Cabine.
As apresentações de “Redenção” estão marcadas para dia 15 (BOTA, Lisboa), 16 (Maus Hábitos, Porto) e 17 (Piso, Braga) de outubro. Nos Açores, a dupla apresenta o disco a 24 de janeiro no Arquipélago – Centro de Artes.
Dois dos temas, Inocência e Permanência, tiveram direito a vídeos realizados por Marco Machado, como podes encontrar no YouTube dos PMDS.
A versão digital de “Redenção” está disponível um pouco por todo o lado. Carlos Nascimento (masterização) e Miguel Sá (design) são dois dos nomes que surgem nos créditos.
Fotografia por Diogo Sousa

Deixa um comentário