AUTOR

Daniel Duque

CATEGORIA
Podcast

N’A CABINE #018: Sheri Vari

3 Maio, 2019 - 19:15

Sheri Vari assina um episódio dedicado à Percebes, editora responsável por todas as faixas que se escutam ao longo de 60 minutos.

Desde logo, Sheri Vari explica que não vem “de uma família de músicos” e que “explorou desde sempre sozinha o caminho que achava ser o mais intuitivo”, acrescentando que se manteve “sempre fiel aos mesmos princípios”: “sou sincera, ousada, segura e destemida”, conta-nos a dj e produtora covilhanense.

O primeiro contacto de Mariana Cruz com a música eletrónica acontece numa altura em que “ainda não podia entrar num club”, aos 14 anos. “É claro que entrei e rapidamente fiquei fascinada com a ‘cena da noite’”, refere Sheri Vari, hoje baseada em Lisboa. “As colunas gigantes que vibravam com os graves, as bebidas, as pessoas soltas, livres (e mais velhas que eu). Os gira discos, os discos e os djs que se vestiam de maneira cool. Senti que descobri o local onde eu pertencia”, complementa a dj.

Como começou a sair desde cedo, a sua mãe disse-lhe que se “iria cansar da noite rapidamente”, mas “ela estava errada”. Daí, começou a “aprender a misturar discos numa mesa Vestax”, e os “primeiros exercícios consistiam em misturar uma a capella com um beat”, referindo que “depois disso ninguém a parava”. Comprou duas CDJ da Denon, material que “levava muitas vezes para os gigs, assim como uma mala de CDs enorme”. “Só comecei a comprar discos mais tarde”, acrescenta.

“Tenho influências distintas e longínquas, vêm de todo o lado porque eu também não me sinto de um sítio apenas”, conta Sheri Vari quando questionada acerca das suas influências musicais. “Tudo depende do mood”, mas a dj refere jazz, soul, hip-hop, house, techno, drum’n’bass e electro como alguns dos géneros mais marcantes para si, afirmando ainda a importância de “salientar nas suas influências o nome artístico Sheri Vari, que surgiu claramente pela existência da música Sharevari de A Number of Names”.

Nos seus sets, Mariana “procura manter-se atualizada e contrastar com clássicos da música eletrónica”, assim como “dar a conhecer coisas que o público provavelmente nunca ouviu”. Prepara-se “com uma playlist em vinil e outra digital”, mas sempre com o objetivo de “contar a sua história, puxar por quem está a gostar e de se envolver com o público”. Neste episódio, a dj presenteia-nos com faixas editadas (e por editar) na Percebes, onde lançou, em 2018, o EP Despertardamente, e onde se prepara para assinar mais um lançamento – “esperemos que ainda este ano”, revela-nos, mencionando que só pode dizer “que vai haver uma surpresa de uma pessoa que colaborou num dos temas”.


Fotografia original por Diogo Vasconcelos (entretanto editada para preto e branco)

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