“Ñe’ẽsẽ” sucede “Lloc Comú”, de 2023.
Com apoio de entidades como a DGArtes, “Ñe’ẽsẽ” é o novo álbum de Dullmea e foi editado esta segunda-feira. Além da versão digital, há uma “versão física especial”: dois marcadores de livros feitos com papel biodegradável de sementes que incluem não só um código para download no Bandcamp, como também a possibilidade de plantar camomila ou margarida, dependendo da cor.
Dullmea “explora as infinitas possibilidades da voz e eletrónica”, nas palavras da sua biografia oficial, e este novo registo não é exceção. Desta feita, o álbum “parte da recolha de elementos da natureza para a criação de material sonoro e visual”, segundo comunicado.
Esse lado visual, note-se, ficou a cargo de João Pedro Fonseca, isto depois de a música ficar cada vez “mais fascinada com as descobertas” que foi recolhendo “ao longo do último ano”. “Ñe’ẽsẽ”, que significa voz no idioma guarani, “foi concluído quando o talentoso amigo Ricardo Pinto”, que em 2021 esteve ao lado de Dullmea em “Orduak”, “trouxe à tona toda a emoção e maravilha que [a autora] procurava com as suas misturas.”
Formada em violino pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, Sofia Faria Fernandes já levou o seu trabalho a países como Brasil, Espanha ou Países Baixos. Também ela compositora de música para teatro, tem na discografia álbuns como “Hemisphaeria” (2019) ou o mais recente “Lloc Comú” (2023), que serviu de pretexto para uma entrevista com A Cabine.
As apresentações ao vivo acontecem nos próximos dias 24 de maio, na Galeria MIRA – Artes Performativas, no Porto, às 18h, e 25, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, em Guimarães, às 17h. As duas datas incluem “conversa com o público sobre conceito, processos de criação, acesso ao material de recolha e outras curiosidades.”
Pelo menos à data de publicação, “Ñe’ẽsẽ” está disponível em exclusivo no YouTube e Bandcamp. Nessas plataformas, podes ler mais sobre cada uma das personagens que surgem ao longo do álbum.
Fotografia por Olalla Lojo

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