Um “projeto de ambient, experimental e sound design”, nas palavras da própria.
Saiu em fevereiro e é o novo álbum de Tonya Nina. Descrito pela artista como um projeto que “explora paisagens sonoras eletrónicas e momentos de introspeção auditiva”, “Advento” é um trabalho introspetivo repleto de samples, conforme se encontra referência nas notas oficiais.
“Construí estas songs durante o advento”, conta a artista. “Fiz uma demo por dia, com a intenção de disciplinar a minha dispersão criativa, e aprender a concluir projetos. Encontro uma beleza perfeita nestes esboços, e penso que o fio que os atravessa é precisamente a sua honestidade.”
“Não consigo olhar para este disco como um trabalho inteiro e mega consistente, mas sei que, em uns tempos, quando estiver a lançar projetos mais ambiciosos, vou olhar para trás na relevância que este ritual de fechar uma demo por dia durante o advento teve no meu caminho artístico/foco artístico”, confessa ainda.
Podes não conhecer este pseudónimo, mas talvez conheças o antigo projeto, Vert Gum. Agora, é como Tonya Nina que a artista da Lousã, baseada em Lisboa, se tem dedicado à música, ela que tem um histórico que passa por Ciências Musicais ou pelo facto de ter integrado a editora Discos Volta e Meia e de ser cofundadora do coletivo æ. Nos últimos tempos, tem-se focado também na composição de bandas-sonoras.
Estilizado como “ąɖ*۷ɛŋɬơ” e com capa assinada por Carolina Miragaia, o álbum está disponível no Bandcamp ou Nina Protocol. As receitas revertem para um fundo de apoio às vítimas desalojadas pelas tempestades que assolaram o país nos últimos meses.
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