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Daniel Duque

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Festival Extremo volta a organizar um percurso na Falperra, entre Braga e Guimarães

31 Março, 2026 - 15:52

A segunda edição de Festival Extremo será novamente marcada por um roteiro que vai desde o nascer até ao pôr do sol. Primeiros nomes já são conhecidos.

Estreou-se no ano passado como parte do programa de Braga Capital Portuguesa da Cultura 2025 e regressa este ano com o mesmo formato. A 18 de julho, o festival Extremo “estende-se desde o nascer ao pôr do sol, cruzando viagens sonoras, performances e instalações e um conjunto de concertos de música exploratória e eletrónica.”

Com o apoio do Município de Guimarães e curadoria da associação cultural Capivara Azul, o festival é de entrada livre e traz consigo vários nomes da cena nacional e internacional. As outras atividades paralelas devem ser anunciadas em breve, bem como o restante cartaz musical.

Para já, estão confirmados nomes como Alessandro Cortini, italiano associado ao trabalho a solo ou aos Nine Inch Nails que tem em “Nati Infiniti” o disco mais recente; Shane Parish, norte-americano que vai pegar na guitarra partindo do universo dos Autechre, como aliás mostra no recente “Autechre Guitar”; e Molero, venezuelano conhecido cá no burgo por trabalhos como os discos lançados pela Holuzam.

Dois dos nossos destaques têm de ir para Calcutá e Joana de Sá. Mais recentemente, a primeira editou “Soon After Dawn”, um dos nossos lançamentos favoritos deste ano. Já a segunda é outro nome que surge várias vezes no nosso radar.

“A primeira edição do festival Extremo reuniu mais de 3000 pessoas, esgotando todos os espaços de apresentação onde existia lotação limitada”, refere a associação Capivara Azul. “Tínhamos esta intuição, mas a edição do ano passado comprovou-o: há uma apetência do público por propostas que se afastem do formato da maioria dos festivais que se fazem no Verão. Interessa-nos juntar um programa com qualidade artística com um ritmo que permita ao público respirar, escutar e descobrir o território.”

O festival Extremo é “pensado para o território de fronteira entre os municípios de Braga e Guimarães” e “relaciona-se com os edifícios religiosos do monte da Falperra e o seu entorno paisagístico e cultural, diluindo os limites entre os municípios, géneros artísticos e entre arte e natureza.”

A entrada, recorde-se, é livre.

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