A festa está marcada para este sábado.
A Maracujália, uma festa já clássica da cidade, chamou “quem move” o Porto para compor o cartaz do próximo evento. Das 15h à meia-noite, o recém-estreado centro cultural M-ODU é palco para a reunião agendada para este sábado, 24 de outubro.
No antigo Matadouro Industrial de Campanhã, este vai ser “um dia inteiro dedicado ao talento local, aos coletivos que criam, organizam e arriscam, muitas vezes sem pedir licença”, nas palavras da organização.
Vai haver “dois palcos opostos, mas que se completam: no exterior, colorido, quente e ancestral, ouvem-se ritmos tropicais como cumbia, funk, morna, dub e sons africanos, brasileiros e caribenhos; na cave, uma rave industrial ocupa o espaço de ponta a ponta, num ambiente íntimo e denso.”
Representado por Papz Zilla e Raspect SunRoots SoulJah, Alma Dub é um dos coletivos presentes e vai levar o seu próprio sound system. Mais orientado para sessões intimistas de escuta atenta, o Quarto Mundo é outra presença confirmada e leva consigo Spider Plant.
Há muito mais, pois claro, como a cumbia de Baile Y Libertad (representado por Ritmos Cholulteka), o electro da Ovelha Trax (Mingote e Nalu) ou a dança brasileira da CORRE (Runnan e Torres). Outros coletivos presentes incluem Machamba (Santinha Obrigada! e Rasa), Vertigo (Bapetismo e Pitch3), Analytical Convenience (NO FUTURE e HYOS) e XXIII (NOIA e 3WA). A estes juntam-se, claro, a própria Maracujália.
“É a força dos coletivos, o espírito de resistência, a irreverência e a inovação destas pessoas que criam dinâmicas culturais locais, originais e vivas, que não se encontram em lado nenhum”, diz ainda a descrição oficial da festa.
Os bilhetes podem ser adquiridos através da Shotgun.
Fotografia por Eduardo Montenegro

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