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De School encerra devido à “realidade financeira” da pandemia

29 Julho, 2020 - 15:10

A discoteca de Amesterdão fechou as portas depois de um relatório financeiro insustentável, mas irá manter os espaços adjacentes, como restaurante e bar, abertos.

Foi no passado dia 28 que a empresa Post CS BV, responsável pelo espaço noturno e que dirigiu discotecas de renome como Trouw e Club 11, anunciou ao jornal holandês Het Parool que não iria reabrir quando as restrições pandémicas fossem revogadas. Segundo um comunicado oficial da mesma, a manutenção da discoteca não só apontava para a sua clara falência, como ameaçava também falir a empresa responsável pelo espaço.

Para além dessas dificuldades, a famosa discoteca situada num antigo politécnico já era alvo de críticas à sua equipa de segurança por discriminação racial e abuso sexual. Apenas uma semana antes do anúncio de encerramento, um dos donos, Jochem Doornbusch, declarou intenções de renovar a equipa de segurança para dar resposta às alegações.

Doornbusch diz em comunicado ter “feito tudo ao seu alcance para manter o staff empregado e devidamente remunerado”. Contudo, “o aumento dos casos de COVID-19 e a falta de perspetivas quanto à reabertura forçaram-no a tomar esta decisão”. Agradece ainda a “todos os que fizeram daquela discoteca aquilo que ela se tornou”, salientando a “dor no coração que vem com a decisão [de encerrar a De School]”.

ATUALIZAÇÃO: O contrato de concessão da De School já tinha o limite previsto para 2020, mas em maio deste ano, apesar de o local estar fechado ao público, o organizador da programação, Luc Mastenbroek, tinha confirmado ao Resident Advisor uma extensão do contrato para 2022, garantindo que a discoteca teria ainda “quatro temporadas” e anunciando assim uma oportunidade de “reencontrar” quem a frequenta “na pista de dança”.

Direitos de imagem reservados (fotografia retirada do Facebook)

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