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Diana A.

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Reportagem

O domingo em que a Tapada da Ajuda incendiou

30 Agosto, 2018

O cartaz do Brunch Electronik Lisboa, que varia dentro de vários tipos de eletrónica, garante um domingo para cada gosto. O último agradou a gregos e troianos.

Num domingo (26) cujas temperaturas rondavam os 30º é seguro dizer que a Tapada da Ajuda esteve bem mais quente do que isso. Com um poderoso cartaz, era um dos domingos mais esperados. Dave Clarke e Vitalic. Dois repetentes do Brunch Electronik: um campeão de bilheteiras e um regresso esperado desde 2016.

Mas antes de referir essas duas estrondosas atuações recordamos quem também merece destaque. Tudo começou com o set de VIL e Temudo, os primeiros a aquecer a pista. Estes talentos nacionais da HAYES Collective deram início ao que viria a ser um belo domingo eletrónico. Quem ouviu não se desiludiu, e a dupla provou o porquê de ser uma das mais interessantes da atualidade em Portugal.

De seguida foi a lisboeta Violet quem ocupou a cabine. O calor fazia-se sentir na Tapada da Ajuda. Ainda com o recinto a meio gás, houve quem guardasse energias para o que ainda estava por vir. No entanto, ao longo do seu set, Violet foi contagiando quem estava presente com música energética e, atrevo-me a dizer, quase brincalhona.

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Quando entrou o dj e produtor Fairmont, que tocou em formato live, já toda a pista estava de pé. A música estava cada vez mais intensa e a multidão extasiada. As sonoridades eram maioritariamente melódicas e tinham um toque especial, hipnótico. Foi uma viagem para fechar os olhos e sentir a música através da MPC e sintetizadores do canadiano.

Às 19h entrou Vitalic, e foi uma hora da melhor música possível. Como não podia deixar de ser, passou o seu grande êxito Poison Lips, entre muitos outros que fizeram a multidão vibrar. Já tinham passado dois anos desde a sua última atuação e valeu a pena a espera. Graças à sua experiência, ou não, a qualidade do seu live foi garantida, e isso refletiu-se na própria reação dos presentes.

Por fim, chegou o barão do techno. Com uma entrada triunfal e a multidão em êxtase, pode dizer-se que Dave Clarke entrou a matar. Possivelmente o regresso mais esperado desta temporada. O recinto estava quase cheio e o dj inglês soube puxar bem pelo público. Um techno pesado e acelerado que impedia até os mais cansados de ficar parados, claro está.

Em suma, foi uma quarta edição do Brunch Electronik quente e muito animada. A capacidade máxima do recinto foi quase atingida e, mais uma vez, provou-nos o quanto este evento é transversal no que toca ao seu público. Domingo há mais.


Fotografia por Bruno Ferreira (edição de Andreia Gomes)

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