O projeto chega pouco tempo após a edição de “Ao vivo em Penude de Baixo”.
Está aí o novo EP de Puçanga, “Peopleries (vol.1)”, cujo título “vem da fusão entre people e libraries para sugerir que as pessoas são como as bibliotecas, portadoras de conhecimento”, nas palavras da artista do Miratejo.
Feito ao lado de Amanda Gonçalves e Lívia Silva (vozes), Leonardo Carvalho (percussão) e João Pereira (voz e bombardino), “este EP dedica-se ao folclore de vários cantos do mundo, trilhando Portugal, Brasil, Venezuela, Chile e Roménia.” É o primeiro de uma série que está por vir.
“A escolha destas canções celebra as coisas simples da vida, que muitas vezes passam despercebidas mas que carregam uma carga emocional e simbólica”, explica Puçanga. “A dignidade do trabalho, a melancolia das despedidas ou elementos essenciais como a água ou a infância. Canções que movem por trazerem um saber popular e um sentido de união essenciais à resistência cultural e política.”
Vera Marques tem dedicado a sua arte ao folclore, ao saber popular, à música como arma – “Acho que me interesso muito em pensar e escrever sobre o tema do poder, sobre como ele está instaurado de uma forma errada na sociedade”, dizia-nos em 2021. Por meio de voz e eletrónica, lançou trabalhos como “Fazer da Trip Coração” e “Impish”, este último fruto de uma bolsa da associação OUT.RA.
Nos próximos tempos, Puçanga leva o trabalho até ao estúdio A Leste (Porto, 28 de maio), Passos Manuel (Porto, 6 de junho), Damas (Lisboa, 7 de junho) e ADAO (Barreiro, 13 de junho).
“Peopleries (vol.1)” está disponível em plataformas como Bandcamp e há uma edição física a caminho, com zine a acompanhar. O EP foi gravado por Beatriz Bronze (EVAYA) e conta com mistura e masterização de Henrique Apolinário (tcp Zancudo Berraco) e artwork de Mark Angelo Harrison.
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