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Festival Forte: cinco atuações imperdíveis

20 Agosto, 2019 - 18:45

O Festival Forte arranca esta quinta-feira e há cinco artistas que queremos manter debaixo de olho.

De 22 a 25 de agosto, o Castelo de Montemor-o-Velho volta a receber o Festival Forte para a sua sexta edição. Como habitual, o último dia, sábado, estende-se ao longo de 24 horas, sendo que, depois de Donato Dozzy e de Michael Mayer em edições anteriores, Paula Temple será a responsável pelo grand finale deste ano.

O festival irá estar repleto de atuações imperdíveis, pelo que é um quanto injusto deixar de parte certos artistas, como é caso de Luxor (Antigone e Shlømo), Neon Chambers (Kangding Ray e Sigha), Phase Fatale, Rhys Fulber, Voiski (live), Freddy K, Oscar Mulero e os “nossos” Amulador, Apart, Caroline Lethô, Kids On Acid ou Nørbak.

Ainda assim, definimos cinco artistas que, por uma razão ou outra, não queremos mesmo perder. Consulta-os abaixo e não te esqueças de ver os horários para o evento aqui.

Forest Drive West (quinta-feira à 0h)
Depois de Murcof e Malo Lacroix atuarem em formato ‘live A/V’ no espetáculo de abertura do Festival Forte, Forest Drive West apresenta-se como outro excelente arranque para ambientar os espetadores para este evento de quatro intensos dias. Joe Baker lança discos desde 2016, mas foi o álbum de estreia, Apparitions, editado em 2018, que chamou a atenção de toda a crítica e ouvintes – assim como o recente They Live, lançado na Midgar. Em Montemor-o-Velho, o britânico irá atuar em formato live ao longo de uma hora, na qual se pode esperar por sonoridades techno aliadas a influências tão díspares quanto electro ou jungle.

Lotus Eater (quinta-feira às 4h)
Lotus Eater é, inevitavelmente, um dos live acts mais aguardados do Festival Forte. Tanto Rrose como Lucy já atuaram no Castelo de Montemor-o-Velho em 2016 e 2017, respetivamente, e têm estado a apresentar o seu live set enquanto dupla desde 2018, ano em que lançaram o LP Desatura na Stroboscopic Artefacts, utilizando pela primeira vez o nome do projeto. No Forte, o techno experimentalista, abstrato e hipnótico que lhes é característico irá desafiar as nossas mentes a absorverem novas texturas sonoras que o duo vai criando a partir das suas máquinas analógicas.

Polar Inertia (sexta-feira às 5h)
Não se sabe muito sobre os franceses Polar Inertia, tanto que não há fotografias disponíveis pela internet, mas não é preciso saber muito mais além da música com que nos presenteiam – é possível que Voiski, outra das confirmações do festival, também faça parte do projeto, pelo menos em estúdio. Com três EPs lançados na Dement3d Records, os Polar Inertia produzem techno negro – ou até ambient, como se encontra no mais recente Kinematic Optics – algo que deve assentar como uma luva no Castelo de Montemor-o-Velho, onde atuam em formato live.

TR-101 (sábado às 2h)
DJ Pete (tcp Substance) e Sleeparchive são os TR-101, um projeto colaborativo que atua apenas ao vivo – os próprios já afirmaram que não têm intenções de lançar música no futuro. Estes dois alemães são autênticos veteranos com ligações à famosa loja Hardwax pelo início da sua história, mas foi em nome próprio que singraram pelos ouvidos da comunidade – por exemplo, DJ Pete e Sleeparchive lançaram, em 2019, Rise And Shine e Revised Recordings na Ostgut Ton e na Tresor, respetivamente. No Forte, prevê-se uma atuação hybrid altamente envolvente. E a não perder.

The Empire Line (domingo às 9h)
Desde o EP de estreia e o álbum ‘Rave’ até o mais recente single, ‘Nothing Is Forgotten, Nothing Is Forgiven’, o vocalista Isak Hansen, Varg e Christian Stadsgaard, dos Damien Dubrovnik, têm trazido o noise e o punk até à música techno, tornando-se assim num irreverente ato do panorama atual de música eletrónica. Em palco, os The Empire Line são tão furiosos quanto a sua música, portanto imaginem só este supergrupo sueco a atuar pelas 9 da manhã de domingo. Sim, também estamos a imaginar o caos que se irá viver sob o intenso sol de Montemor-o-Velho.

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