AUTOR

Daniel Duque

CATEGORIA
Artigo

Guia para sobreviver ao LISB-ON Jardim Sonoro

5 Setembro, 2019 - 13:30

Com o arranque do LISB-ON Jardim Sonoro marcado para esta sexta-feira, escrevemos um guia para não te perderes durante os três dias de festival.

Este fim de semana, o Parque Eduardo VII volta a ser palco para o LISB-ON Jardim Sonoro, que arranca na sexta-feira e estende-se até domingo. Nesta sexta edição, o festival conta agora com três palcos, pelos quais irão passar nomes como Carl Craig, Caroline Lethô, Dixon b2b Solomun, Donna Leake, Masters at Work, Moodymann, Róisín Murphy, Ten City e Zip.

No entanto, a música não acaba no Jardim Sonoro. Além dos afters de sexta e sábado, a equipa do LISB-ON organiza uma festa de encerramento no Ministerium Club, na Praça do Comércio, onde o alemão Sammy Dee irá atuar como cabeça-de-cartaz.

Antes de partires para a aventura no Parque Eduardo VII, lê o nosso guia sobre a música que se vai ouvir nos três dias de festival – ou então faz o teu próprio menu a partir dos horários.

Sexta-feira, 6 de setembro
Seja com os DJs da O/B ou com Penelope no Carlsberg Hillside Stage e Treehouse, respetivamente, o arranque da sexta edição do festival lisboeta prevê-se quente. Às 16h, o experiente Alcides abre o palco principal e, 30 minutos depois, a britânica Donna Leake sobe ao Carlsberg Hillside Stage. Mas o holofote vai estar sob Moodymann no Main Stage. Durante duas horas, a partir das 17h30, Kenny Dixon Jr. promete uma atuação em que vai derreter corações com todo o seu ecletismo, e na qual certamente irá além das suas produções, como é caso do recém-editado Sinner.

Apesar da importância de nomes como Pender Street Steppers, Tolga Fidan (live) ou Pedro e João Tenreiro, é difícil resistir ao movimento de Detroit em plena cidade de Lisboa. Após Moodymann, outros símbolos da cidade dos automóveis sobem ao palco principal. Primeiro, a dupla Octave One e o seu exaltante live act pelas 19h30; depois, pelas 21h, o veterano Carl Craig deve levar até o Parque Eduardo VII uma bagagem repleta de clássicos – e não só – para deleite de todos os ouvintes.

Mas as escolhas difíceis não ficam por aí. Ainda que Marcel Dettmann seja bastante capaz de suceder a um ato como Carl Craig – algo que provou no festival Elétrico, onde atuou depois de Inner City – há música dos londrinos Idjut Boys e do alemão Spacetravel no Carlsberg Hillside Stage e na Treehouse, respetivamente. A nossa aposta vai para os britânicos com as suas sonoridades à volta do house e do disco, mas qualquer um dos três nomes é notável. Aliás, em último caso, podemos ouvir a última hora de Marcel Dettmann pois Idjut Boys e Spacetravel terminam os seus sets uma hora mais cedo, à meia-noite.

Sábado, 7 de setembro
No segundo dia de festival, a nossa jornada irá começar com as DJs da Intera na Treehouse, Telma e Caroline Lethô. Aí, vamos ainda ouvir 45 minutos do live act de Roundhouse Kick – mesmo que a vontade seja ficar até o final – antes de partirmos para o concerto de Ten City, às 17h45 no palco principal. A icónica banda de Chicago, formada em finais dos anos 80, ficará a cargo de um espetáculo que dificilmente nos sairá da cabeça nos próximos tempos, com sonoridades house e R&B a marcarem o concerto de 1h15m.

Os nova-iorquinos Masters At Work atuam às 19h no Main Stage, onde a dupla vai fazer soar house – e vertentes como garage house – do bom e do melhor durante duas horas. Pelas 21h, no palco principal, há um back-to-back especial de quatro horas entre Dixon e Solomun para encerrar o dia, mas ouvir DMX Krew é obrigatório. Às 20h30, na Treehouse, o fundador da Breakin’ Records e da Fresh Up Records, que já passou por editoras tão importantes quanto a Rephlex Records, traz breaks, electro e, entre outras influências, techno até o Parque Eduardo VII, num live act a não perder, especialmente para quem nunca teve oportunidade de o ouvir.

Num dia em que passam pelo festival nomes como CVLT, Trol 2000 e João Maria, o holandês Young Marco e o britânico Craig Richards apresentam-se ainda como apostas seguras para a festa no LISB-ON. Marco Sterk, que lançou recentemente o álbum Bahasa, fica responsável por encerrar o Carlsberg Hillside Stage, enquanto o residente do fabric toma conta da Treehouse. Se estiveres indeciso entre Dixon b2b Solomun, Young Marco e Craig Richards, a nossa sugestão é ouvir o dj e produtor dos Países Baixos do início até o fim.

Domingo, 8 de setembro
Assim como na sexta-feira e no sábado, as previsões meteorológicas de domingo apontam para céu limpo e temperaturas acima dos 30º na capital. Caso contrário, não há problema; logo às 14h, na Treehouse, a nossa curiosidade passa por saber quais os discos que André Cascais vai escolher para nos aquecer no terceiro e último dia. Pelas 16h, a lisboeta Mary B sobe ao palco principal, enquanto Josh Tweek e James Creed representam a sua The Ghost, uma loja de discos móvel de Berlim, na Treehouse – uma escolha difícil, portanto.

Pelas 17h30, as atenções vão estar viradas para DJ Vibe no Main Stage, onde Jamie Principle, em formato live, irá acompanhar o veterano português. Como se já não bastasse ver Tó Pereira ao lado de um autêntico pioneiro de Chicago, a verdade é que os dois estão a preparar-se para um set de house clássico, o que é, só por si, imperdível. Infelizmente, ouvir DJ Vibe e Jamie Principle significa perder o live act do cofundador da Perlon, Markus Nikolai, na Treehouse – por isso, pensem bem na vossa escolha.

Pelo caminho, há música de Will Grant ou Funkamente, ambos no Carlsberg Hillside Stage. Mas às 19h45, o concerto de Róisín Murphy promete encher as medidas da maioria dos presentes. A irlandesa integrou o famoso projeto britânico Moloko antes de se aventurar a solo, lançando quatro álbuns em nome próprio desde então. No Parque Eduardo VII, além de passar por discos como Overpowered e Take Her Up To Monto, é bem provável que Murphy nos cante duas faixas dos Moloko: Forever More e a incontornável Sing It Back.

E excluindo outras importantes atuações, como é caso de Suzanne Kraft, Vera ou os “nossos” Mojo & Rosso Discos, o final de domingo (e da festa no recinto) vai ser outro momento de indecisão. De um lado, no palco principal, as sonoridades disco e nu-disco dos Horse Meat Disco; do outro, na Treehouse, o minimal techno e microhouse de Zip, outro cofundador da Perlon. Aí, volta a ser importante tomar uma decisão acertada e que vá ao encontro do ouvinte – ou, melhor ainda, do corpo do ouvinte.


Fotografia de Nash Does Work (cedida pela organização)

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  • Jonhy

    Reply
    6 Setembro, 2019 - 10:27

    Guia para sobreviver ao LisbOn?? Não ir será o melhor remédio!! Já lá vai o tempo em que era um evento diferente de todos os outros!! Hoje em dia, a sede pelo dinheiro, levou estes putos a transformar uma obra prima, em que se estimava o cliente, em mais uma merda de um festival de techno como outro qualquer. Só que num sítio único, no centro da cidade! A meu ver este local não lhe é merecido, não têm noção do propósito do antigo Jardim Sonoro e transformaram-no em mais uma festa banal, desta vez com mais uma pista, 3 pistas, quando o propósito do LisbOn era ter um palco!
    Ahhh e não se esqueçam de continuar a vender spurcola para encaixar mais uns trocos!!
    Festivais há muitos e este para mim, já era!!

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