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N’A CABINE #031: Salbany

11 Dezembro, 2020 - 11:55

O último convidado do ano é a promessa do techno nacional Salbany, que pegou nas suas máquinas para nos deixar sem fôlego durante uma hora.

Guilherme Alves foi um dos nomes que mais chamou a atenção no universo techno em 2020. Em menos de um ano, o torreense apresentou ao público o alter-ego Salbany, lançando pelo caminho o seu EP de estreia pela Modulhertz e o primeiro álbum pela Diffuse Reality Records.

Embora não descure a possibilidade de fazer DJ sets, Guilherme Alves quer que o foco deste seu projeto seja o formato live – como, aliás, demonstra neste 31º episódio de N’A CABINE. Recorrendo a máquinas como Roland TR-8S, Elektron Analog Four Voices ou Korg Electribe, Alves assina aqui uma hora de techno que promete estremecer o pulsar de qualquer fã do estilo. Dancemos:

Talvez seja uma pergunta difícil de responder, mas quem é o Guilherme Alves? Quando é decidiste criar o projeto Salbany e porquê?
Nasci no oeste de Portugal, em Torres Vedras, em 1996. Sou técnico de som. Decidi criar este projecto logo no início de 2020. Já andava a planear criar um alter-ego de techno no ano anterior, quando comecei a produzir techno e a comprar máquinas. Já tinha um sintetizador antes sequer de começar a produzir mas foi nesse ano que me apaixonei pela cena das máquinas e dos live acts e decidi criar o Salbany.

Como é que a eletrónica e o techno entraram na tua vida?
Antes de surgir o interesse pela cultura mais underground da musica electrónica, descobri bandas como Kraftwerk, New Order, Nine Inch Nails, The Prodigy, entre muitas outras que já se ouviam cá por casa.

Por volta de 2010, comecei a ouvir psytrance e drum and bass por influência dos meus amigos mais velhos que já frequentavam essas festas. Desde essa altura comecei a interessar-me por batidas mais rápidas e psicadélicas, até que em 2011 fui à minha primeira rave de psytrance onde um amigo meu foi tocar e fiquei logo com vontade de aprender a passar som. Comecei a frequentar essas festas e, mais tarde, comprei o meu primeiro controlador e comecei a passar som em casa para amigos. Para aí em finais de 2012 decidi tirar um curso de DJ na ProDJ de Lisboa para aprofundar as minhas bases de DJing. Entretanto criei um projecto chamado “Lunatik_” e comecei a passar som em festas pequenas…

O techno… Em 2014 fui tirar um curso profissional de técnico de som na EPI e foi aí que conheci malta que ouvia e ia a festas de techno, outros que eram DJs também, e comecei a ir a festas, convertendo-me aos poucos ao techno. A sonoridade interessava-me bastante, sons loopy com poucos elementos, o groove. Fui explorando e pesquisando até chegar ao techno que ouço hoje em dia e que me influencia.

Quais são as tuas grandes influências portuguesas e/ou internacionais?
Dentro da cena techno nacional as minhas maiores influencias são Vil, Temudo, -2, DJ Ze MigL, Vince, Sathurnus, entre outros. Lá fora, em quem me inspiro e que tem grande influência para mim dentro techno, Juan Atkins, Robert Hood, Jeff Mills, Derrick May, Underground Resistance, James Ruskin, Surgeon, The Advent Dj Pete & Sleeparchive aka TR101, DVS1, Marco Carola, Gaetano Parisio, Dj Shufflemaster, Pacou, Joey Beltram, CJ Bolland, Disx3, Umek, Deniro, Marcel Dettmann, Ben Klock, Luke Slater, Speedy J, NDRX, Rove Ranger e a lista continua ahah…

Nas tuas páginas lê-se que Salbany é um projeto “live act”. Em que lugar estão os DJ sets na tua vida? Imaginas-te a atuar nesse formato ou preferirias tocar com as tuas máquinas?
Sim, o foco principal deste projecto é o live act, mas há espaço para DJ sets e assim farei sempre que houver oportunidade de o fazer.

Que maquinaria usaste para este podcast? É com este setup que costumas trabalhar nas tuas produções?
Neste podcast usei uma Roland Tr8s, Elektron Analog Four Voices, um Roland JV-1080, Korg Electribe e dois pedais de efeitos da Strymon: um Big Sky (reverb) e um Timeline (delay).

[Sobre trabalhar nas produções com estas máquinas:] Não necessariamente, o meu set up em estúdio está sempre a mudar, inclusive as ligações entre máquinas, e estou em constante aprendizagem e experimentação dentro das máquinas que tenho. Ainda assim, neste ultimo mês tenho estado a produzir e a gravar com este set up.

Já ouvimos nomes portugueses a elogiar-te e recentemente vimos DJ Bone a passar um tema teu. Esperavas por um feedback tão bom quando começaste? De que forma é que isto te motiva para o futuro?
Nunca pensei ter tão bom feedback ao editar o meu primeiro EP pela Modulhertz Records, e ter comentários de artistas muito grandes da cena foi algo de surpreendente para mim, fiquei muito feliz. Depois mais tarde ouvir em podcasts, ou até mesmo em vídeos de festas, artistas que admiro a passar os meus temas, é algo que me motiva a fazer mais sem dúvida.

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